Marcus: restauração do dente deve ser feita com porcelana    
   

Aquele aspecto escurecido principalmente em pré-molares e molares (dentes de trás) ou mesmo aqueles de brilhos metálicos, estão condenados ao desaparecimento devido aos avanços da odontologia estética. Redução do índice de cáries, a preocupação crescente com a toxidade dos metais e o desejo dos pacientes de receberem restaurações da mesma cor que seus dentes, motivaram cientistas e clínicos a desenvolverem materiais e técnicas que se adaptassem a estes novos anseios. As restaurações em resinas compostas e blocos de porcelana, além das técnicas adesivas, entre outros, tornaram possível a recomposição estética de dentes posteriores mesmo em caso de grandes cavidades causadas por cáries ou fraturas extensas. O dentista Marcus Werneck, especializado em estética e reabilitação oral, afirma que em todo o mundo as restaurações metálicas mesmo em dentes posteriores estão sendo abolidas.


Mulher
Por que foram tão usados os metais nas restaurações dentais?

MWPorque não existiam materiais estéticos que resistissem às forças mastigatórias e aos atritos que os dentes sofrem diariamente.

Mulher – E estas restaurações atuais resistem?
MWDesde que corretamente executadas, elas irão ter vida longa, com a vantagem de reduzirem o aparecimento de novas cáries.

Mulher – Como assim?
MWPorque a técnica de colocação dessas restaurações é por adesão à estrutura do dente, o que as deixam mais unidas à dentina e ao esmalte dentário e com menor possibilidade de novas cáries por infiltração. O que não ocorre nas restaurações metálicas, que são apenas condensadas nas cavidades dentárias.

Mulher – Estas restaurações são mais dolorosas na sua execução?
MWSão praticamente indolores, pois a própria técnica para sua confecção, conduz a um menor desgaste do dente pelo dentista.

MulherVocê afirma que a busca por restaurações estéticas em dentes posteriores é uma tendência mundial?
MWEu chamaria isto de evolução natural. Os pacientes querem aparência mais natural possível para seus dentes e a ciência odontológica tem se desenvolvido neste sentido, criando novos e melhores materiais. Além disso, existe atualmente bastante controvérsia com relação às restaurações em amálgaAve C: AVEAVEC: nnnnnnnnma de prata (aquele metal escurinho).

Mulher – Poderia explicar melhor esta controvérsia?
MWVários estudos têm enfocado o aspecto da toxidade do mercúrio contido neste tipo de restauração, embora ainda não se tenham sido comprovados danos ao organismo humano. Mas a verdade é que os governos de alguns países europeus já não autorizam este tipo de restauração em suas populações.

Mulher – Então quem tem esse tipo de restauração deve trocar todas?
MW – Não. Se as suas restaurações antigas estão em bom estado, e o aspecto anti-estético das mesmas não é algo que lhe desagrade, não há porque mudar por outras. Devemos no entanto informar aos nossos pacientes três aspectos muito importantes sobre as novas restaurações estéticas: elas conferem ao dente um aspecto bem mais natural, apresentam índice de infiltração muito menor e durante o seu preparo precisam de um desgaste muito menor na estrutura do dente. Finalizando gostaria de enfatizar que tão importante quanto a estes aspectos técnicos, é a conscientização que o paciente deve ter de que cada intervenção a ser feita na sua boca deve ser detalhadamente discutida com o profissional que cuida da sua saúde bucal. Deve haver um clima de confiança total do paciente em relação ao seu dentista.


Entrevista concedida a jornalista Tereza Figueredo .Caderno família do JC.